Testosterona: Quando e Como Fazer a Reposição Hormonal Masculina
A testosterona é o principal hormônio sexual masculino, produzido principalmente pelos testículos. Ela é responsável pelo desenvolvimento das características masculinas, libido, massa muscular, densidade óssea, produção de espermatozoides e bem-estar geral. Quando seus níveis caem abaixo do normal — condição chamada hipogonadismo — surgem sintomas que afetam significativamente a qualidade de vida.
Sinais e Sintomas de Testosterona Baixa
- Redução da libido e do desejo sexual
- Disfunção erétil
- Fadiga persistente e falta de energia
- Perda de massa muscular e aumento de gordura corporal
- Irritabilidade, depressão e dificuldade de concentração
- Osteoporose e redução da densidade óssea
- Infertilidade e redução do volume ejaculatório
- Ginecomastia (aumento das mamas)
Diagnóstico do Hipogonadismo
O diagnóstico é feito pela dosagem de testosterona total e livre no sangue (colhido pela manhã, quando os níveis são mais altos), associada à avaliação dos sintomas. Exames complementares incluem LH, FSH, prolactina, hematócrito e PSA — este último fundamental antes de iniciar a reposição em homens acima de 45 anos, dado o papel da testosterona no câncer de próstata.
Formas de Reposição de Testosterona
- Injeção intramuscular (undecanoato ou cipionato de testosterona): aplicada a cada 4 a 12 semanas conforme a formulação, é a forma mais comum no Brasil
- Gel transdérmico: aplicado diariamente na pele, mantém níveis mais estáveis
- Adesivos transdérmicos: usados diariamente, com absorção cutânea
- Implante subcutâneo (pellet): inserido sob a pele a cada 4–6 meses, com liberação contínua
Benefícios da TRT (Terapia de Reposição de Testosterona)
- Melhora da libido e função sexual
- Aumento de energia e bem-estar
- Ganho de massa muscular e redução de gordura
- Melhora do humor e da cognição
- Proteção óssea (reduz risco de osteoporose)
Precauções e Contraindicações
A TRT é contraindicada em homens com câncer de próstata ativo, hematócrito elevado (>54%), apneia do sono grave não tratada e desejo de fertilidade (pois inibe a produção de espermatozoides). O acompanhamento regular com PSA, hematócrito e avaliação prostática é essencial durante o tratamento. Para mais informações sobre saúde hormonal, veja hormônios masculinos e andropausa.