IST (Infecção Sexualmente Transmissível): Entenda o Novo Conceito e Como se Proteger
As IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis) é o termo atual adotado pelo Ministério da Saúde do Brasil — em substituição a "DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis)" — para enfatizar que muitas infecções sexualmente transmissíveis podem estar presentes sem causar sintomas, mas ainda assim serem transmitidas e causar danos ao organismo.
Por Que a Mudança de DST Para IST?
A terminologia "doença" pressupõe sintomas visíveis. Como muitas infecções — como clamídia e HPV — frequentemente não causam sintomas em homens, o termo "infecção" é mais abrangente e correto. Isso enfatiza a necessidade de testagem mesmo na ausência de queixas.
Principais IST Masculinas
- HPV: mais prevalente; pode ser assintomático ou causar verrugas genitais
- Clamídia: frequentemente assintomática; causa corrimento e epididimite
- Gonorreia: corrimento purulento característico
- Sífilis: úlcera indolor na fase primária; progressão sistêmica se não tratada
- Herpes genital: úlceras dolorosas recorrentes
- HIV: infecção assintomática por anos; progressão para AIDS sem tratamento
- Hepatite B: transmissão sexual; prevenível por vacina
- Tricomoníase: causada por protozoário; em homens geralmente assintomática
Rastreamento Recomendado
Para pessoas sexualmente ativas com múltiplos parceiros, o rastreamento periódico é recomendado, incluindo:
- Sorologias para HIV, sífilis, hepatites B e C
- PCR para gonorreia e clamídia (urina de primeiro jato)
- Avaliação clínica genital
Tratamento e Acompanhamento
Cada IST tem tratamento específico. O tratamento da(s) parceira(s) simultâneo é fundamental para evitar a reinfecção ("ping-pong"). O urologista é o especialista indicado para investigação, tratamento e acompanhamento das ISTs masculinas. Veja também doenças sexualmente transmissíveis.