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Bexiga Hiperativa: Urgência Urinária — Causas e Tratamento Eficaz

A bexiga hiperativa (BH), ou síndrome da bexiga hiperativa, é uma condição urológica caracterizada por urgência urinária — a vontade súbita e incontrolável de urinar —, geralmente acompanhada de frequência miccional aumentada (mais de 8 micções em 24 horas) e noctúria (acorde para urinar mais de 1 vez por noite). Pode ou não estar associada a escape involuntário de urina (incontinência urinária de urgência).

Afeta cerca de 16% dos adultos, com prevalência crescente com a idade. Impacta profundamente a qualidade de vida, causando ansiedade, isolamento social, distúrbios do sono e impacto no trabalho.

Causas e Fatores de Risco

A bexiga hiperativa resulta de contrações involuntárias do músculo detrusor vesical (hiperatividade do detrusor). Suas causas incluem:

  • Idiopática: sem causa identificável (a mais comum)
  • Neurológica: acidente vascular cerebral, doença de Parkinson, esclerose múltipla, lesão medular
  • Local: cistite intersticial, cálculos vesicais, HPB com obstrução secundária
  • Diabetes mellitus, obesidade, consumo elevado de cafeína e álcool
  • Uso de diuréticos

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas. O diário miccional (registro de horários, volumes e sintomas por 3 dias) é fundamental. Questionário OABSS ou OAB-q quantifica a gravidade. Exame de urina descarta infecção. Estudo urodinâmico pode ser indicado em casos complexos ou antes de tratamento mais invasivo.

Tratamento

Modificações Comportamentais (Primeira Linha)

  • Treinamento vesical: urinar em horários programados e aumentar gradualmente os intervalos
  • Redução do consumo de cafeína, álcool, bebidas gaseificadas e comidas ácidas
  • Controle do peso corporal
  • Fisioterapia do assoalho pélvico com biofeedback

Farmacológico

  • Antimuscarínicos: oxibutinina, solifenacina, tolterodina, darifenacina — relaxam o músculo detrusor; efeitos colaterais: boca seca, constipação
  • Beta-3 agonistas: mirabegron — nova classe com bom perfil de tolerabilidade, relaxa a bexiga durante o enchimento
  • Combinação de antimuscarínico + beta-3 para casos refratários

Procedimentos Minimamente Invasivos

  • Neuromodulação sacral: estimulação elétrica do nervo sacral S3 para casos refratários
  • Toxina botulínica intravesical: injetada na parede da bexiga via cistoscopia; muito eficaz; efeito de 6 a 9 meses

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